PGR defende manutenção da prisão domiciliar concedida a Bolsonaro


O parecer foi pedido pelo ministro Alexandre de Moraes após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicar nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente.
Notícias relacionadas:
- Tarifaço: Fachin diz que STF exercerá suas funções sem pressão externa.
- Moraes assume presidência temporária do STF a partir desta sexta-feira.
- Governo deve recorrer ao STF sobre PEC de agentes de saúde.
Ao analisar a questão, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, avaliou que a publicação da carta afronta a proibição determinada pelo ministro, mas a suspensão da prisão domiciliar seria uma medida desproporcional.
"Ainda assim, num juízo de proporcionalidade, o retorno imediato aos rigores plenos do encarceramento, à conta da elaboração e difusão da carta de intuito político-partidário, não sobreleva, nas suas vantagens, as razões que levaram à concessão e manutenção dos favores humanitárias", argumenta Gonet.
O procurador também defendeu a explicitação das restrições que devem ser cumpridas por Bolsonaro.
"O episódio, contudo, aponta para a oportunidade de se explicitarem regras necessárias para obviar que outras situações, envolvendo atos do ex-presidente, possam ser exploradas neste período de proximidade de eleições, de modo inconciliável com o escopo das restrições a que foi condicionado o regime humanitário", afirma Gonet.
No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar humanitária.
O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.
Defesa
Em manifestação enviada ao STF, a defesa de Bolsonaro disse que o ex-presidente não sabia que a carta seria publicada pelo senador nas redes sociais.


