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Boa Vista,15/07/2026

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Comissão aprova projeto que criminaliza a transmissão de treinamento para o crime organizado

camara.leg.br
Comissão aprova projeto que criminaliza a transmissão de treinamento para o crime organizado


Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Deputado Delegado Palumbo (MDB-SP) fala no Plenário da Câmara dos Deputados

Delegado Palumbo recomendou a aprovação da proposta


A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6873/25, que torna crime a transmissão intencional de treinamento operacional para organizações criminosas.


A proposta, de autoria do deputado Duda Ramos (Pode-RR), define esse tipo de treinamento como qualquer instrução, capacitação ou demonstração prática ou intelectual voltada ao uso de violência, armamentos, explosivos e técnicas de emboscada, infiltração ou comunicação segura para fins ilícitos.


O texto estabelece pena de reclusão de 4 a 12 anos, além de multa, para quem transmitir, ministrar, facilitar ou arrecadar recursos para esse tipo de instrução para integrantes de facções.


Agravantes

A punição poderá ser agravada quando houver:



  • participação de agentes públicos;

  • uso de recursos do Estado;

  • remuneração elevada;

  • utilização de plataformas digitais para a difusão do conteúdo em massa; ou

  • uso de armamento e explosivos reais durante a instrução.


Profissionalização

O relator do projeto, deputado Delegado Palumbo (Pode-SP), defendeu a aprovação da medida. Ele argumentou que as facções criminosas deixaram de atuar de forma improvisada e hoje operam com estrutura empresarial e planejamento tático sofisticado.


Na avaliação de Palumbo, a legislação brasileira atual possui uma lacuna por não punir especificamente quem fornece esses conhecimentos técnicos para o crime.


"O Estado não pode permanecer inerte diante de indivíduos que transformam conhecimento técnico-operacional em instrumento de fortalecimento do crime organizado", afirmou o relator.


Delegado Palumbo destacou ainda que a infiltração criminosa em estruturas públicas e o vazamento de técnicas especializadas representam uma ameaça direta à autoridade do Estado.


Outras sanções

Além das penas de prisão, o projeto prevê sanções administrativas, como a perda do cargo público e a interdição de atividades de formação.


Por outro lado, o texto deixa claro que não serão criminalizados os treinamentos legítimos promovidos por órgãos de segurança pública, Forças Armadas e empresas de segurança privada autorizadas, bem como atividades jornalísticas, acadêmicas ou científicas com finalidade lícita.


Próximos passos

A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguir para votação no Plenário da Câmara.


Para virar lei, precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.





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