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Boa Vista,30/06/2026

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Comissão aprova ampliação de acesso gratuito a implantes contraceptivos

camara.leg.br
Comissão aprova ampliação de acesso gratuito a implantes contraceptivos


Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Flávia Morais (PDT - GO)

Flávia Morais: maternidade deve ser uma escolha e não uma imposição do destino


A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou projeto que garante em lei o direito de mulheres em idade reprodutiva atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ao acesso gratuito a implantes contraceptivos de longa duração.


O atendimento deverá incluir orientação sobre os métodos contraceptivos disponíveis na rede pública, cabendo à paciente escolher livremente o método que deseja utilizar.


O texto aprovado é um substitutivo da relatora, deputada Flávia Morais (MDB-GO), ao Projeto de Lei 1328/22, do deputado José Nelto (União-GO), e outra proposta apensada.


O projeto original previa a oferta gratuita dos implantes apenas para mulheres em situação de vulnerabilidade. Já o substitutivo amplia o acesso para todas as mulheres em idade reprodutiva atendidas pela rede pública de saúde e estabelece prioridade para aquelas em situação de vulnerabilidade.


A relatora afirma que os implantes contraceptivos têm eficácia superior a 99% e, por dispensarem o uso diário, reduzem o risco de falhas no método. "A aprovação deste projeto é um passo decisivo para a construção de uma sociedade mais justa, em que a maternidade seja uma escolha e não uma imposição do destino", afirma.


Ela também ressalta que a proposta segue recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e fortalece o direito ao planejamento familiar previsto na Constituição Federal e na Lei 9.263/96.


Como é hoje

Até meados de 2025, o único método contraceptivo reversível de longa duração disponível no SUS era o DIU de cobre. Em julho daquele ano, o Ministério da Saúde incorporou o implante subdérmico de etonogestrel à rede pública. A implementação da medida ocorre de forma gradual, com treinamento de profissionais e distribuição dos dispositivos aos estados e municípios.


Atualmente, o SUS oferece gratuitamente:



  • preservativo externo (masculino);

  • preservativo interno (feminino);

  • DIU de cobre;

  • implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel (Implanon);

  • pílulas anticoncepcionais (combinada e só de progestagênio);

  • anticoncepcionais injetáveis (mensal e trimestral);

  • contracepção de emergência (pílula do dia seguinte);

  • laqueadura tubária;

  • vasectomia.


Próximos passos

A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.





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