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Boa Vista,13/05/2026

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Relator do projeto sobre MEIs quer incluir micro e pequenas empresas e correção pela inflação

camara.leg.br
Relator do projeto sobre MEIs quer incluir micro e pequenas empresas e correção pela inflação


Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Apresentação do Plano de Trabalho e votação de requerimentos. Dep. Jorge Goetten (REPUBLICANOS - SC)

Goetten também vai sugerir que MEI possa contratar até dois empregados


O relator da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o aumento do limite anual de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI), deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC), anunciou nesta quarta-feira (13) que pretende incluir nos debates os demais participantes do Simples Nacional: microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP).


Ao anunciar o plano de trabalho, Goetten lembrou que o texto original do Senado – Projeto de Lei Complementar 108/21 – prevê apenas o aumento de limite do MEI dos atuais R$ 81 mil para R$ 130 mil.


Segundo ele, a ideia é atualizar os limites de faturamento de todas as empresas do Simples Nacional com base na inflação acumulada nos últimos anos.


"Nós vamos tratar também das micro e das pequenas. Vamos deixar bem claro isso, porque nós entendemos que não podemos deixar essa oportunidade passar desaproveitada", disse o relator.


Goetten sinalizou que os novos limites passariam a ser:



  • MEI: de R$ 81 mil para até R$ 144,9 mil;

  • ME: de R$ 360 mil para R$ 869 mil; e

  • EPP: de R$ 4,8 milhões para R$ 8,6 milhões.


O relator disse ainda que pretende incluir uma regra para que esses valores sejam reajustados anualmente pela inflação, evitando que o empreendedor precise "implorar" por mudanças no futuro. “Para não continuarmos nesse sofrimento de atualizar algo que é fácil pela inflação."


Outra mudança sugerida por Goetten é permitir que o MEI possa contratar até dois empregados.


Debates

Conforme requerimentos aprovados nesta quarta-feira pela comissão especial, que é presidida pela deputada Any Ortiz (PP-RS), as audiências públicas vão reunir representantes de ministérios, do Sebrae e de entidades produtivas para discutir a defasagem do Simples Nacional em relação à inflação, os impactos da Reforma Tributária e o "efeito degrau" — fenômeno em que empresas que crescem saem do regime simplificado e enfrentam um aumento repentino de impostos.


O cronograma prevê ainda seminários regionais em São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Santa Catarina para ouvir demandas locais e interiorizar o debate sobre a sobrevivência de pequenos empreendedores.


Próximas etapas

Após as audiências e seminários, o relator apresentará o parecer final, que será votado pela comissão especial e, depois, pelo Plenário da Câmara.


Antes de virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado



 



 




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