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Boa Vista,17/07/2026

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Comissão aprova política nacional para ampliar educação de jovens e adultos

camara.leg.br
Comissão aprova política nacional para ampliar educação de jovens e adultos


Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Audiência Pública - Exportação de Animais vivos por via marítima: Impactos e Riscos. Dep. Duda Salabert (PDT - MG)

Duda Salabert defendeu um marco legal para a educação de jovens e adultos


A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou projeto que cria a Política Nacional de Educação de Jovens e Adultos (PNEJA) para viabilizar a alfabetização e a conclusão do ensino fundamental e médio de pessoas que interromperam seus estudos.


Entre os princípios da nova política estão:



  • a garantia do direito à educação;

  • a redução das desigualdades;

  • a ampliação da escolaridade;

  • a oferta de ensino adequada às necessidades de jovens, adultos e idosos que não concluíram a educação básica.


O texto também assegura atendimento aos estudantes da educação especial e prevê diretrizes específicas para modalidades como educação indígena, quilombola, do campo e educação bilíngue de surdos.


A comissão acolheu o substitutivo da relatora, deputada Duda Salabert (PSOL-MG), ao Projeto de Lei 2610/22, do deputado Alexandre Frota (Pros-SP), e apensados. A relatora destacou que o analfabetismo permanece como um dos desafios estruturais mais graves do país.


"A ausência de uma política nacional permanente tem resultado em ações fragmentadas e descontinuadas ao longo das últimas décadas", justificou a deputada, ao defender a unificação dos projetos em um marco legal definitivo.


A relatora cita estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo o qual o país tem 8,4 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever um simples bilhete, embora a taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais tenha caído para 4,9% em 2024.


Essa população está concentrada nas regiões Norte e Nordeste e entre pessoas negras, indígenas e em situação de vulnerabilidade socioeconômica.


Diretrizes

A proposta estabelece que a União atuará em parceria com estados e municípios para ampliar a oferta da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Entre as medidas previstas estão:



  • busca ativa de pessoas que abandonaram os estudos;

  • oferta de cursos em horários flexíveis, inclusive aos fins de semana;

  • atendimento em unidades prisionais;

  • formação de professores especializados;

  • desenvolvimento de materiais didáticos específicos;

  • estímulo ao letramento digital;

  • integração da EJA com cursos de educação profissional;

  • oferta de bolsas e auxílios financeiros para incentivar a permanência dos estudantes;

  • criação de espaços para acolher crianças sob responsabilidade de alunos da EJA durante as aulas.


Pela proposta, estados e municípios deverão prever orçamento para a política de Educação de Jovens e Adultos, bem como acompanhar a frequência dos estudantes e dimensionar a demanda por vagas.


Programas

A política reunirá programas federais já existentes voltados à educação de jovens e adultos, como o Brasil Alfabetizado, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), o Pronatec e o Pé-de-Meia, entre outros.


Metas

Conforme o texto, a política será implementada com monitoramento permanente e divulgação de relatórios anuais.


As metas para redução do analfabetismo, do analfabetismo funcional e para ampliação da alfabetização digital serão definidas em regulamento, observando o Plano Nacional de Educação e as diferenças regionais.


Próximos passos

A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.





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