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Boa Vista,15/07/2026

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Comissão aprova isenção de Imposto de Renda para profissionais de segurança pública

camara.leg.br
Comissão aprova isenção de Imposto de Renda para profissionais de segurança pública


Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Discussão e Votação de propostas legislativas. Dep. André Fernandes (PL - CE)

André Fernandes acolheu emenda que ampliou as categorias beneficiadas


A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5814/25, que isenta os agentes de segurança pública do pagamento de Imposto de Renda.


A isenção beneficia profissionais em atividade, aposentados e pensionistas:



  • da Polícia Federal;

  • da polícia civil;

  • da polícia militar;

  • da polícia legislativa;

  • agentes socioeducativos;

  • peritos criminais;

  • guardas municipais; e

  • agentes de trânsito.


Parecer favorável

O relator, deputado André Fernandes (PL-CE), votou pela aprovação do texto, de autoria do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), acolhendo emenda para detalhar as categorias beneficiadas.


A emenda incluiu expressamente os peritos criminais, os guardas municipais e os agentes de trânsito.


Justiça fiscal

Fernandes avalia que a isenção não é um privilégio, mas uma forma de justiça fiscal diante do risco de morte e do desgaste físico enfrentado pela categoria.


“É comum que o profissional de segurança tenha de pagar do próprio bolso itens essenciais ao trabalho, como fardamento, coletes, equipamentos de proteção e até munição para treinamento, necessário tanto à sua segurança quanto à proteção da sociedade", afirmou o deputado.


Recursos

Sobre a falta de previsão orçamentária para compensar a renúncia de receita, o relator argumentou que o dinheiro que deixará de ser recolhido pelo governo será injetado pelas famílias no consumo interno.


Segundo ele, esse movimento deve aquecer o comércio local e a cadeia produtiva, gerando uma arrecadação tributária indireta de outros impostos.


Próximas etapas

A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.





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